Não se fala em outro assunto a não ser o anúncio do governador da escolha por Rui Costa como pré-candidato ao governo do Estado escolhido por ele. muito se fala que é uma aposta ousada demais, já que em pesquisas Walter Pinheiro aparece na frente, mas pesquisas são relativas porque num período parecido como este há tempos atrás a pré-candidata Dilma aparecia nas pesquisas com 9%, 12%. Dilma não foi só Lula que construiu, mas a oposição também quando começou a bater, denunciar e isso ajudou ela a crescer. Lula dizia que ela era a mãe do PAC e a oposição negava. Deu destaque e ela teve visibilidade, mas não é a que Rui Costa tem agora.
Há quem diga por quê não colocar Otto Alencar, nome muito conhecido em todo estado e bem relacionado, com maior capacidade de agregar e evitar rompimento dentro do grupo. Mas alguém conhece algum partido que está com poder na mão e abre mão para apoiar outro? Na época de ACM, os candidatos a governo e ao senado eram do PFL, nunca de outro partido. Outro partido como o PL indicava no máximo o candidato a vice, mas o suplente era o filho dele, do PFL, ele não abria mão para nada.
Em Minas Gerais quem abriu mão de um candidato do seu partido para apoiar de outro partido foi Pimentel que nunca mais voltou ao poder, apoiou alguém do PSB que preferiu ficar próximo ao prefeito de Belo Horizonte, que está ligado a Aécio, e acabou deixando Pimentel de lado. Nenhum partido que está com o governo na mão apóia um nome de outra sigla, não é só o PT.
Rui Costa, dizem, que é muito tímido. Para disputar com Geddel, um nome conhecido em todo estado e já foi testado nas urnas e teve uma boa votação; ou com Paulo Souto ou quem sabe com ACM Neto, se entregar a prefeitura a Célia Sacramento, seria outra situação, mas por mais que o governo esteja bem avaliado, como o está o governo Wagner, tem gente que defende um nome mais forte como Walter Pinheiro, mas alguns teriam que sobrar. Estão insatisfeitos ainda Sérgio Gabrielli e Pinheiro.
Dizem que foi uma escolha pessoal de Wagner e não do partido. Dizem que ele está tomando a mesma atitude de Lula em São Paulo, que apostou em Haddad, que nunca tinha sido candidato a deputado, quando o PT tinha outros nomes, como Marta Suplicy. Apostou para combater os nomes velhos do PSDB, como José Serra, e acabou dando certo.
No caso da Bahia vamos ver. Não adianta toda força de Wagner se Rui Costa não tiver seu próprio brilho para convencer na hora de ir para a televisão e para as ruas, na hora de falar com as pessoas. Rui, quem é você? E tempo ele tem para começar a ser mais popular e deixar de lado uma aparente timidez. Ele disse que teve voto em todos os municípios da Bahia e mais de 200 mil para deputado federal. Era um nome mais cogitado por Wagner do que pela cúpula do partido, é um nome que nunca foi testado nas urnas para prefeito ou governo do Estado. Um nome Extremamente novo na cabeça do eleitorado baiano que já conhece Geddel e Paulo Souto. Mas, como dizem, tem gente que vota em quem não conhece por já conhecer os outros candidatos.
Léo Valente



