Sobre a greve da PM, Sargento Vinícius afirma: “O movimento esta mais coeso e forte”

Policiais militares da Bahia decidiram, em assembleia-geral realizada na terça-feira (15), no espaço Wet'n Wild, em Salvador, decretar greve por tempo indeterminado, com início imediato. Como já era sinalizado tanto pelos praças quanto pelos oficiais, a categoria não aceitou as propostas do governo do Estado, que apresentou a Lei de Modernização da PM na última quinta (10), a qual foi considerada um “retrocesso” pela classe. 

Na manhã desta quarta-feira (16), primeiro dia de greve da Polícia Militar, associações representativas da categoria e representantes do Governo do Estado irão ter a segunda reunião desde que a paralisação foi confirmada na noite de ontem (15), em assembleia geral.

De acordo com o soldado Marco Prisco, diretor-geral da Aspra, associação que representa os soldados, um documento está sendo elaborado e será apresentado às 10h no encontro que acontece na sede do Departamento de Apoio Lógicos, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Para falar sobre o clima de grave no interior do Estado, o vereador e sargento Vinícius cedeu entrevista a rádio Andaiá FM. De acordo com ele, representantes da classe tentaram diversas formas de acordo com representantes do Governo da Bahia, visando que as solicitações fossem atendidas e a greve não se decretasse de fato. Porém, o que foi ofertado pelo Governo, não agradou o efetivo policial por não apresentar nenhuma novidade.

Fazem parte do conselho representante, seis entidades representativas da classe, entre associações de praças e associações de oficiais. ?O movimento está mais coeso e forte. Na última grave em 2012 era a Aspra sozinha contra tudo e todos?, relembrou o sargento.

Um dos principais pontos de insatisfação para os Policiais Militares está relacionado ao subsídio. O Governo alega não ter condições de pagar, mesmo sendo um direito garantido por Lei. ?Um Código de Ética ideal para a categoria foi entregue, no entanto, em contraproposta o Governo apresentou um mais ultrapassado do que o que está em vigência?, disse. O policial que obtivesse o nome vinculado ao SPC poderia ser punido por isso. Em caso de infrações cometidas e julgadas por grave, o policial poderia ficar até 90 dias afastado de suas atividades e sem receber nenhuma renda nesse período.

Sobre o envolvimento de Marco prisco:

Questionado sobre o envolvimento do soldado Marco Prisco, afiliado do PSDB, partido de apoio a Paulo Souto e oposição ao Governo Jaques Wagner. O sargento Vinícius afirma não acreditar que Marco Prisco esteja utilizando-se do movimento de maneira política. ?Marco após informar sobre as contrapropostas do governo, sinalizou que ele não queria a situação da paralisação. Porém, a categoria estava cansada com a morosidade do governo?.