Hospital e Maternidade Luís Argolo: problemas no atendimento e caso de negligência no parto serão os temas discutidos no programa Estúdio Libre desta quarta (30)

Casos de pacientes em macas espalhadas pelos corredores ou em colchões sobre o chão, falta de água em chuveiros e sanitários e cenários que se assemelham aos de uma enfermaria de guerra, falta de médicos plantonistas, óbitos durante a espera de atendimento são apenas algumas das duras queixas que se referem ao Sistema Único de Saúde (SUS) e as Santas Casas de Misericórdia de todo o país.

Extraordinariamente, o programa Estúdio Livre, será apresentado nesta quarta-feira (30) e discutirá as possibilidades de resolução dos problemas na saúde que afligem a população.

Tem Solução? Como conseguir? De quem é a culpa? Vai se repetir? São esses os diversos questionamentos levantados pela população durante os últimos dias. Quando uma mulher, após procurar o Hospital e Maternidade Luís Argolo em Santo Antônio de Jesus, por três vezes, acabou dando a luz no chão da recepção. O caso repercutiu negativamente no cenário nacional, sob a acusação de negligência hospitalar. Mas, a quem devemos culpar?

Os problemas de acesso e cuidados especializados no SUS têm mais a ver com desorganização e ineficiência do que com falta de dinheiro.

Essa é uma das conclusões do Banco Mundial em relatório obtido com exclusividade pela Folha que analisa 20 anos do SUS e traça seus desafios.

?Diversas experiências têm demonstrado que o aumento de recursos investidos na saúde, sem que se observe a racionalização de seu uso, pode não gerar impacto significativo na saúde da população?, diz Magnus Lindelow, líder de desenvolvimento humano do banco no Brasil.

Um exemplo citado no relatório é a baixa eficiência da rede hospitalar. Estudos mostram que os hospitais poderiam ter uma produção três vezes superior à atual, com o mesmo nível de insumos.

Muitos pensam que vamos resolver nossos problemas de saúde e educação com mais impostos. Mas já pagamos muitos impostos, bem acima da média dos países emergentes, e temos péssimos serviços prestados.

Faz sentido demandar mais verbas antes de sanar essas graves imperfeições na gestão pública? Claro que não. Por isso mesmo, nessa etapa ao menos, tanto os social-democratas como os liberais deveriam estar juntos na pressão por melhoria dos serviços públicos sem incremento no orçamento.

Para responder a esses questionamentos, formam convidados a secretária de saúde de Santo Antônio de Jesus, Laurijane Mercês, o Diretor da 4ª DIRES, Dr. Everaldo Jr, o conselheiro municipal de saúde, o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Aurelino Reis e representantes da Câmara de vereadores do município.