SAJ: Sindicato afirma que trabalhadores perderão seus direitos se nova Lei autorizar funcionamento dos supermercados aos domingos

Sindicato afirma que trabalhadores perderão seus direitos se nova Lei autorizar funcionamento dos supermercados aos domingos
Anatália Mercês, pres. do Sindicato dos Comerciários – Foto: Divulgação

Em sessão na Câmara na noite desta segunda-feira (23), a presidente do Sindicato dos Comerciários de Santo Antônio de Jesus, Anatália Mercês, pediu mudanças na Lei que autoriza o funcionamento do comércio aos domingos, em especial os supermercados.

Em entrevista ao repórter Itajaí Júnior da Andaiá FM, Anatália recordou a respeito da abertura dos estabelecimentos durante o período da pandemia, que diante da flexibilização, por se tratar de um serviço essencial, permaneceram em funcionamentos sem restrições.

“A Lei regula o funcionamento dos mercados durante a semana e nos domingos e feriados. No domingo, tinha supermercados funcionando até as 8 da noite e durante a semana até mais tarde, em plena pandemia”, disse.

Anatália ressaltou que durante o período pandêmico, com a restrição do transporte público, funcionários que trabalhavam até a hora extrapolada, ficavam sem o serviço de ônibus.

“Trabalhadores chegaram a trabalhar até as 11 horas da noite, em plena pandemia, e ficavam sem transporte para retornarem a suas casas”, colocou.

A sindicalista pontuou ainda que, no ano passado, houve um equilíbrio na Lei onde feriados e abertura do comércio aos domingos seguiriam de forma escalonada.

“Está na Lei a autorização para a abertura dos estabelecimentos aos domingos até as 14h e em alguns feriados. O que acontece é que os supermercados querem liberdade total. A Lei apresentada por alguns vereadores, onde informa a criação de emprego não é. É para liberar os supermercados para abrirem dia e noite, o dia e a hora que quiser, uma verdadeira casa da mãe Joana”, diz.

Anatália afirmou ainda que se aprovada a nova medida, os trabalhadores dos supermercados perderão o direito a folga.

“Não somos a favor da revogação dessa Lei e peço que os vereadores tenham consciência e pensem bem, por que se aprovada iremos mostrar a cada trabalhador, a cada funcionário de supermercados como votou cada vereador”, salienta.

Anatália Mercês expôs ainda que a lei foi posta a Mesa de forma lasciva à revelia do sindicato defendendo apenas a classe patronal.

“Sabemos quem foram os mentores, os empresários que continuar explorando seus funcionários. Fizeram de uma forma que passassem sem que o sindicato tomasse conhecimento. O Projeto foi lançado durante uma sessão especial, sobre a defesa da mulher e jogam um projeto que é uma verdadeira violência das trabalhadoras, mulheres mãe de família, que trabalha no comércio, tirando dela o direito de estar com sua família”, expôs.

O vereador Uberdan Cardoso (PT) fez pedido de vistas para o novo projeto.