Qualquer estudante da Universidade Federal da Bahia (UFBA) cujo nome oficial não reflita sua identidade de gênero poderá utilizar o nome social nos registros acadêmicos da Universidade, de acordo coma Resolução nº 01/2014, aprovada pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão do dia 18 de julho e publicado nesta quinta-feira (24) no site da UFBA. “O que pode parecer um detalhe de menor importância é fundamental para indivíduos que sofrem com a discriminação e a violência. No Brasil, há um assassinato a cada 26 horas relacionado ao público LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis]. A situação é grave”, disse o professor titular aposentado de Antropologia da UFBA, Luiz Mott. O Pró-Reitor de Graduação Ricardo Miranda considera que a UFBA avançou um degrau ao transformar em norma a possibilidade de adoção do nome social de transexuais e travestis. “A resolução contribui para o respeito a cada pessoa. Imagine alguém que não se identifica com o gênero que lhe é atribuído, ser chamado por um nome que não corresponde à sua realidade, a forma como se veste, como se sente. Psicologicamente isso é terrível”, afirmou. Para obter o direito, basta solicitar a inclusão do nome social nos registros acadêmicos à Coordenação de Atendimento e de Registros Estudantis e encaminhada à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD), à Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação (PROPG) ou à Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT) a qualquer tempo, durante a manutenção do vínculo ativo com a UFBA. (Metro1)



