Quatro especialistas do Estados Unidos chegaram a Santos, no litoral de São Paulo, na manhã deste sábado (16), para participar da investigação da queda do jato executivo que matou o candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas.
Os especialistas são do National Transportation Safety Board (NTSB), a principal autoridade norte-americana de investigação de acidentes, e da Cessna Aircraft Company, o fabricante do avião. Eles chegaram ao local do acidente na companhia de membro da Aeronáutica, que estão realizando os trabalhos de investigação no local do acidente
O casoA queda do avião ocorreu por volta das 10h, nesta quarta, em um bairro residencial de Santos, no litoral paulista. O candidato tinha uma agenda de campanha em Santos. Chovia no momento do acidente.
A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, também no litoral. “Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, informou.
Além de Campos, outras seis pessoas estavam na aeronave. Seis vítimas do acidente moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todas passam bem.
A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.
Em Santos, Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Campos, disse que a tragédia impõe luto e profunda tristeza. “Durante esses dez meses de convivência aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. Eduardo estava empenhado com esses ideais até os útlimos segundos de sua vida.”
A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. “Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência”, afirmou a presidente em nota oficial. (G1)



