Marcos Mendes é candidato ao Governo do Estado da Bahia pelo PSOL. Em entrevista à rádio Andaiá FM, ele respondeu a várias questões.
Nas últimas pesquisas o senhor não tem se destacado. Seu percentual tem sido baixo. É seu discurso que não tem sido convincente ao eleitorado baiano?
Quem faz uma discussão verdadeira por outro modelo de sociedade é o PSOL. O PSOL é o único que vai à raiz do problema. Existem institutos que favorecem candidatos x outras a candidatos Y, então acho que a pesquisa deveria ser para consumo interno e pelo TER sem ter toda participação ou indicação de qualquer candidato para ser uma pesquisa verdadeiramente séria e que a gente tivesse honra em realmente apresentar essa pesquisa.
Se eleito, qual seu projeto para melhoria das rodovias baianas?
As estradas estão razoavelmente melhor agora porque no governo de Paulo Souto era muito pior. As estradas eram quase intransitáveis. No governo do PSOL as estradas vicinais terão uma importância maior porque é ali que está a agricultura familiar. 90% dos alimentos que vem para nossa mesa vem da agricultura familiar, inclusive precisamos incentivar a agroecologia. Queremos recuperar todas as vias férreas, todos os sistemas aquaviários, pois temos vários rios. Queremos um transporte de massa de qualidade.
O senhor é a favor da construção da Ponte Salvador- Ilha de Itaparica e outra no Sul da Bahia?
Acho que devemos abrir uma discussão ampla com a sociedade sobre essas pontes. Por exemplo, a de Salvador-Itaparica vai trazer um prejuízo grande para a região do Recôncavo. As pessoas não pensam isso. Então, começamos com R$12 milhões, mas sabemos que esse valor vai dobrar. Será que isso é necessário? Temos um semiárido totalmente esquecido. Essa região é 75% da Bahia. É o maior semiárido do Nordeste. Queremos desenvolver outros projetos para o semiárido.
A violência é um problema em constante crescimento, principalmente na zona rural. O que fazer para a segurança no campo? É importante conversar a questão da segurança pública a partir de dois aspectos. A questão das políticas públicas que não chegam ao interior, por isso está aumentando a violência. Queremos descentralizar o poder de Salvador e região Metropolitana e colocar em outros territórios de identidade, principalmente no semiárido baiano. Vamos criar o Instituto Baiano de Estudos do Semiárido. Ter políticas públicas no interior para essas pessoas não irem para os grandes centros. Outro ponto fundamental é a estruturação das polícias. Nós queremos discutir a PEC 300, que é um projeto de um salário igualitário para todos os servidores da área de Segurança Pública.
O senhor disse que se eleito pagará o URV- União Real do Valor, mas o governo atual governo diz não ter dinheiro para esse pagamento. Se eleito, como o senhor encontrará verba para pagar o URV?
Nós temos o 6º PIB do país. Então, na verdade o Estado da Bahia é rico e se tem 35 bilhões de disponibilidades. Pelos cálculos da associação de trabalhadores do Estado da Bahia, está em cerca de R$ 3,5 milhões , isso representa em nosso orçamento geral em torno de 10%. Isso é totalmente pagável, basta ter responsabilidade.


