Irã diz que ataques dos EUA interromperam retomada da navegação no Estreito de Ormuz

Guarda Revolucionária afirma que fluxo de embarcações estava sendo restabelecido gradualmente e promete responder a novos ataques dos Estados Unidos.

Doze navios cruzaram o Estreito de Ormuz após trégua entre EUA e Irã. - Foto: Google Images/Tribuna do Agreste

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (9) que os recentes ataques realizados pelos Estados Unidos interromperam o processo de retomada gradual da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A declaração ocorre após uma nova troca de bombardeios entre os dois países durante a noite de quarta-feira (8) e a madrugada desta quinta.

De acordo com a corporação iraniana, o tráfego de embarcações sob controle do país já havia sido restabelecido em cerca de 50% do volume registrado antes da intensificação do conflito nas últimas semanas. A liberação, no entanto, ocorria de forma gradual e apenas para navios autorizados pelas autoridades iranianas.

Além de atribuir a interrupção da retomada aos ataques norte-americanos, a Guarda Revolucionária voltou a endurecer o tom e afirmou que qualquer nova ofensiva dos Estados Unidos receberá uma resposta “esmagadora”.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para o comércio internacional. Com aproximadamente 50 quilômetros de largura, a passagem liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados globalmente transitavam pela região, tornando qualquer interrupção na navegação motivo de preocupação para os mercados internacionais.