Com o crime desta quinta-feira (5) em Camaçari, no qual cinco pessoas foram assassinadas, subiu para quatro o número de chacinas na Bahia este ano. O último caso registrado aconteceu no dia 9 de agosto, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Três homens armados invadiram uma casa na Rua Guiné – no local acontecia uma festa de aniversário – e abriram fogo contra as pessoas que estavam na festa. Seis foram mortos e outras duas pessoas ficaram feridas. Entre os mortos estavam cinco membros da mesma família. Segundo a polícia, o crime foi motivado por um acerto de contas entre dois traficantes – Leno, da Facção Caveira, e Daniel Pereira dos Santos, o Cominho, do Comando da Paz. Cominho se entregou à polícia quatro dias depois. No dia 13 de julho, quatro pessoas foram assassinadas na porta de um bar às margens da BR-330, em Ubatã, no Sul da Bahia. Segundo testemunhas, três homens desceram de um Corsa Sedan prata e atiraram contra as vítimas. Segundo a polícia, o crime foi provocado por disputas pelo tráfico de drogas. Em 15 de maio, três homens invadiram uma casa na Rua Lígia Maria, na Baixa do Dique Pequeno, em Marechal Rondon, e mataram cinco pessoas. Entre as vítimas estava uma idosa de 65 anos que morreu abraçada com a filha. Para a polícia, o crime foi uma represália por conta da prisão de um traficante na região. Bandidos matam cinco, entre eles garoto de 12 anos, e poupam bebês A porta entreaberta deixava à mostra parte do corpo de Alice no chão. Mas dentro da pequena casa de um quarto e sala havia mais quatro pessoas mortas, todas com marcas de tiros, entre elas um garoto de 12 anos. Era o saldo de uma chacina realizada na madrugada de ontem, na Estrada das Cascalheiras, zona rural de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.
A primeira a ver a cena após o crime foi a cunhada de uma das vítimas. Além dos cinco corpos, ela encontrou na casa dois bebês, que foram poupados pelos criminosos.
As vítimas são o proprietário da casa, o carregador Gilvan Santos Santana, 29 anos, a mulher dele, Alice Rosas Santos, 18, o ajudante de pedreiro Ademilton de Jesus Assunção, 20, a companheira dele, Elaine Barros de Menezes, de 32 anos, e o garoto Antônio César Filho, 12.
Foram poupados o pequeno Samuel, de 9 meses, filho de Gilvan e Alice, e Nicolas Adriano, de 1 ano, fruto da relação entre Ademilton e Elaine.
(No fim da tarde, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou, em seu site, o nome de Elmo Borges dos Santos, em vez de Ademilton de Jesus Assunção. A assessoria da Polícia Civil, porém, não soube confirmar qual dos dois era a vítima. O nome de Ademilton havia sido informado pela família, no local do crime.) (Correio)


