Os motoristas da Viação Novo Horizonte permanecem paralisados e sem previsão de retorno, conforme determinação do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público do Estado da Bahia (Sintroba).
Para evitar transtornos à população, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) relocou parte das linhas da Novo Horizonte para a empresa Camurujipe.
As viagens para Vitória da Conquista, Brumado e Guanambi não sofreram modificação. Já os roteiros para demais municípios da região centro-sul do estado seguem até Vitória da Conquista. De lá, o passageiro deve procurar outras agências para seguir até ao destino final.
Reembolso
Segundo Jaildo Lima, coordenador substituto da Agerba, o passageiro terá direito a reembolso quando a situação for normalizada. “Para que a devolução seja feita, é importante guardar as passagens e procurar o balcão da Novo Horizonte. Caso ocorra algum problema, a Agerba está à disposição para ajudar”, disse.
Ainda de acordo com Jaildo Lima, a Viação Novo Horizonte está sendo multada em R$ 2.050 por cada viagem não realizada. Caso a relocação das linhas não fosse feita, cerca de 500 passageiros teriam sido lesados desde o início da paralisação. A expectativa é de que ainda nesta quinta-feira, 9, os rodoviários sinalizem um retorno às atividades.
Reivindicações
Desde as 18h da última segunda-feira, os motoristas suspenderam as atividades para acelerar as negociações entre a Viação Novo Horizonte e o sindicato patronal. Dentre as reivindicações da categoria, estão a inclusão do tíquete-alimentação, folgas semanais de 48 horas, redução de percursos (principalmente no que tange viagens interestaduais) e reajuste salarial de 7,5%.
De acordo com o Sintroba, em um primeiro momento a empresa teria concordado com a proposta apresentada pelo sindicato laboral. Contudo, teria voltado atrás e se recusado a assinar o acordo, alegando que se tratava de um acerto verbal.
A equipe de A TARDE tentou contato por telefone com a Viação Novo Horizonte, mas as chamadas não foram concluídas. A equipe também visitou a garagem da empresa, onde os ônibus permaneciam estacionados, mas não havia representante autorizado a conceder entrevista.


