Indústrias farmacêuticas se unem para desenvolver vacina contra Ebola

Duas das principais indústrias farmacêuticas do mundo devem desenvolver juntas uma vacina contra o vírus Ebola até o ano que vem. De acordo com a Johnson & Johnson, até 1 milhão de doses deverão ser fabricadas no ano que vem, das quais 250 mil já estarão disponíveis até maio.

Para alcançar a meta, a empresa deverá contar com colaboração da britânica GSK, que trabalha em uma vacina concorrente. De acordo com o chefe de pesquisa do grupo, Paul Stoffels, outras companhias que ainda não desenvolveram uma vacina própria poderão contribuir com sua capacidade de produção.

A Johnson & Johnson disse ainda nesta quarta-feira que vai testar sua vacina em voluntários saudáveis na Europa, Estados Unidos e África a partir do início de janeiro. Cerca de US$ 200 milhões de dólares deverão ser investidos para acelerar o programa.

Até o momento não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas já correm para desenvolver produtos. Dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, devem receber as vacinas contra o Ebola a partir de janeiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacinação faz parte de testes clínicos em larga escala.

O surto de Ebola no oeste da África começou em março e matou mais de 4.500 pessoas, a maioria delas na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS. Surtos no Senegal e na Nigéria foram declarados contidos pela OMS e alguns poucos casos foram relatados na Espanha e nos EUA.