Apesar de não ter data exata para a realização da nova análise psicológica de Adélio Bispo, o pedido do MPF deve ser apreciado na semana que vem

O autor da facada no presidente Jair Bolsonaro (PL), Adélio Bispo de Oliveira, vai passar por uma nova perícia e pode ser liberado. O atentado ocorreu em setembro de 2018, quando Bolsonaro ainda era candidato a presidente da República e participava de um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Adélio foi preso no mesmo dia.
Em laudo de 2019, o homem foi diagnosticado com transtorno delirante permanente paranoide, o que não permite a punição criminal. Ele, então, foi considerado inimputável, ou seja, considerado incapaz de entender o caráter ilícito do fato.
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A sentença transitou em julgado em 12 de julho de 2019. Na decisão, foi determinado que a perícia médica para saber se o estado de saúde mental dele permanece o mesmo, e se ele ainda representa um risco para a sociedade, deve ser realizada ao fim do prazo mínimo de 3 anos, que se encerra em 12 de julho de 2022.
De acordo com o G1, O Ministério Público Federal solicitou à Justiça que determine a realização da perícia médica de Adélio.
Segundo a publicação, o prazo inicial de 3 anos de internação está prestes a vencer, o pedido para averiguar a persistência ou cessação da periculosidade de Adélio já foi recebido e encaminhado para análise.
O G1 diz ainda que apesar de não ter data exata para a realização da nova análise psicológica, o pedido do MPF deve ser apreciado na semana que vem.
Internado compulsoriamente por transtornos mentais, Adélio revela que agiu por “ordem divina” e que tinha desprezo pelo então candidato porque Bolsonaro. Segundo ele, o atual presidente, que é católico, tinha se “infiltrado” no meio evangélico para angariar votos.
Adélio ainda diz que planejou o ato com pouca antecedência — três dias antes da visita de Bolsonaro à cidade de Juiz de Foram, em Minas Geras — e que tinha “ordem divina”. Ele conta que, no dia do ato, pensou em desistir quando Bolsonaro entrou em um prédio público. Segundo ele, até o roubo de uma arma de fogo de um policial militar no local para tentar matar o candidato com um tiro foi cogitado.
O vídeo com o depoimento de Adélio foi feito pela Polícia Federal e divulgado pela revista Veja.
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