Polícia Federal faz operação na Bahia e outros estados contra ‘laranjas’ que cedem contas bancárias para criminosos; desvios somam R$ 18 milhões

Os agentes da Polícia Federal começaram a cumprir 43 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal, São Paulo, Bahia e em 12 estados.

Operação não seja um laranja da Polícia Federal
Agentes da PF durante operação ‘Não Seja um Laranja’, em Brasília — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), uma operação para coibir a ação de “laranjas”, pessoas que cedem contas bancárias para receber dinheiro proveniente de ações criminosas. Os agentes começaram a cumprir 43 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal, São Paulo, Bahia e em 12 estados.

A operação ganhou o nome de “Não Seja um Laranja” e, segundo a PF, “o montante de fraudes bancárias eletrônicas investigadas totaliza R$ 18,2 milhões”. A ação conta com apoio e participação das polícias civis do Distrito Federal, Pará e São Paulo.
A ação é resultado de mais uma iniciativa da Força-Tarefa Tentáculos, instituída pela Polícia Federal para a repressão a fraudes bancárias eletrônicas, a qual envolve esforço cooperativo e integração com as Polícias Civis e as instituições bancárias, por meio da Febraban. Destaca-se o apoio operacional da Unidade Especial de Investigação a Crimes Cibernéticos, a qual iniciou as atividades recentemente e já tem participação em sua segunda operação de grande porte.

Nos últimos anos, a Polícia Federal detectou um aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais “emprestam” suas contas bancárias, mediante pagamento. Este “lucro fácil”, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita a ocorrência de fraudes bancárias eletrônicas que vitimam uma infinidade de cidadãos. Tais pessoas são conhecidas, no jargão policial, como “Laranjas”.

A Polícia Federal alerta a sociedade que emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime, além de provocar um dano considerável aos cidadãos, quer pelo potencial ofensivo deste tipo de conduta delitiva, a qual tem sido um dos principais vetores de financiamento de organizações criminosas, como também pelos prejuízos financeiros e emocionais a milhares de brasileiros. Em razão disso o nome da Operação, alertando que essa conduta é criminosa.

Na região de Vitória da Conquista estão sendo cumpridos dois Mandados de Busca e Apreensão e seis (06) Medidas Cautelares Diversas da Prisão. Os delitos apurados na Operação Não seja um Laranja são associação criminosa (art. 288 do Código Penal), furto qualificado mediante fraude (art. 155, § 4º do Código Penal), uso de documento falso (art. 304 do Código Penal) e falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal), cujas penas podem somar mais de 20 anos de prisão.

Veja mais notícias no blogdovalente.com.br e siga o Blog no Google Notícias.