
O Brasil é recordista mundial em cirurgias íntimas femininas. Só em 2020, a labioplastia foi feita por 20.334 mulheres no país, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês). Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar, com 13.697 cirurgias realizadas.
A labioplastia consiste na redução dos pequenos lábios removendo o excesso de pele e mucosa que ficam para fora dos grandes lábios. A cirurgia pode ser feita com anestesia local ou geral e a alta da paciente ocorre horas depois.
Os especialistas apontam que a cirurgia não deve ser banalizada, principalmente pois não há como reverter o procedimento.
O que é a cirurgia ?
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a labioplastia não provoca melhorias sexuais, ela traz apenas mudanças físicas.
Dito isso, a cirurgia de redução dos pequenos lábios remove a pele e a mucosa que se “projetam” para fora dos grandes lábios. Ela tira esse “excesso”. Ela pode ser feita tanto com anestesia local quanto geral e a paciente é liberada algumas horas após ao procedimento.
Hipertrofia ou assimetria dos pequenos lábios que podem causar desconforto com atividades esportivas ou no uso de roupas, e dor ou aprisionamento intravaginal dos pequenos lábios durante a penetração vaginal;
Alterações vaginais devidas à gravidez ou a lesão obstétrica que afetam a aparência da genitália ou interferem na sensação prazerosa ao coito;
Frouxidão vaginal pós-parto que interfere na satisfação sexual da mulher
Mulheres na pós-menopausa também costumam ir atrás da cirurgia, pois ocorre uma diminuição da vulva e os grandes lábios acabam aparecendo mais, incomodando algumas mulheres.
Apesar de parecer simples, Fairbanks aponta que não devemos banalizar a labioplastia, já que o procedimento remove uma parte do tecido do corpo (que não tem como refazer) e requer cuidado de uma equipe de saúde. A recuperação é rápida e a mucosa se estabelece entre uma e duas semanas.
“Os pontos são absorvíveis, não precisa retirar. A paciente precisa ter cuidado com a higiene pessoal, evitar entrar em locais contaminados durante um mês, como piscina ou mar, e a relação sexual vai depender da recuperação – entre um mês e 45 dias”, completa a doutora em ginecologia.
E quando a cirurgia é indicada?
A indicação fica muito na mão da paciente, pois é ela que sente o desconforto com a vulva. “Precisa ser a demanda da mulher. Quando ela procura o médico, esse especialista precisa utilizar de todo o seu conhecimento para fazer o julgamento. Se a cirurgia interferir na função do órgão, ele precisa discutir e se negar a realizar”, comenta Lucia Lara, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo.
Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, na sigla em inglês), a cirurgia pode ser indicada em algumas situações:
- Hipertrofia ou assimetria dos pequenos lábios percebida pela mulher e que causa desconforto com atividades esportivas ou uso de roupas, e dor ou aprisionamento intravaginal dos pequenos lábios durante a penetração vaginal;
- Alterações vaginais devidas à gravidez ou a lesão obstétrica que afetam a aparência da genitália ou interferem na sensação prazerosa ao coito;
- Frouxidão vaginal pós-parto que interfere na satisfação sexual da mulher.
Flávia Fairbanks explica que o procedimento não é novo e que, antigamente, existiam indicações específicas, que não eram estéticas, como a hipertrofia (com desconforto) e dificuldades nas relações sexuais com penetração – os pequenos lábios podiam entrar no canal vaginal.
E o que seria esse desconforto? “A hipertrofia é um aumento dos pequenos lábios em relação aos grandes lábios. A mulher sente um incômodo quando coloca calça, roupa mais apertada, sente vergonha quando coloca um biquini. Como não há regressão dos pequenos lábios (assim como as orelhas), o indicado é o tratamento cirúrgico”, exemplifica a especialista.
Mulheres na pós-menopausa também podem ir atrás do procedimento. Isso porque, segundo Fairbanks, os grandes lábios “emagrecem” por falta de hormônio.
As informações são do G1 e revista Só Saúde
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