Eleições 2022: Santinhos aquecem produção nas gráficas

Santinhos
Foto: Romildo de Jesus

Faltando pouco mais de um mês para as eleições, em outubro, um dos itens indispensáveis para muita gente participar da festa da democracia são os famosos ‘Santinhos’, com o nome, número e foto do candidato.

Mesmo com o uso cada vez maior das redes sociais para vender seu peixe (ou no caso do candidato, suas propostas), as expectativas da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) para o pleito de 2022 são positivas, com um aumento de 15% na procura pelos santinhos, como o material é popularmente conhecido.

E haja santinho pra fazer e distribuir: além dos três governadores e três senadores que estão concorrendo na Bahia, são 532 deputados federais, mais 683 deputados estaduais considerados aptos para o voto. Para o setor gráfico, esse aumento na procura por santinhos vem para que os candidatos alcancem mais pessoas. “Antes, houve uma utilização intensa da internet, com o papel sendo deixado de lado como condutor de informação. Agora, há um equilíbrio, e os políticos estão procurando mais a impressão em papel para divulgar seus feitos e propostas”, disse Julião Flaves, presidente da Abigraf/MS.

Nas gráficas, já se começa a mexer os pauzinhos para a confecção bem antes das candidaturas serem lançadas – como os santinhos são vendidos em milheiro (mil unidades), é preciso investir em material e maquinário para a produção. Roberto Santos comanda uma pequena gráfica no Centro e oferece a confecção do “Kit Político”, que consiste no milheiro de santinhos, adesivo para vidro traseiro do carro e banner por uma média de R$ 200, a depender dos produtos desejados. Diz que a demanda subiu em 20% na loja. “E não é só quem quer se eleger que compra. O pessoal que simpatiza com um candidato manda fazer adesivo de carro pra mostrar sua preferência”, conta.

Regras

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a distribuição de santinhos durante a fase de pré-campanha. Agora que está liberado pedir votos, o que pode ou não pode? De acordo com o TSE, é proibido afixar santinhos ou qualquer outra peça impressa em locais de uso público, como postes, viadutos e estações de ônibus. O candidato ou sua equipe de campanha não podem colocar cavaletes, placas ou similares em ruas e avenidas. O mesmo vale para pintar muros de casas, tendência que perdurou por muito tempo.

Derramar os santinhos na frente dos locais de votação no dia da eleição também é proibido. Para driblar as proibições, alguns candidatos estão usando recursos diferenciados. A reportagem da Tribuna da Bahia flagrou na Estação Bonocô do metrô, em Salvador, um candidato a deputado federal usando uma placa com seu número e foto no corpo, no estilo “sanduíche” consagrado pelos vendedores de rua. O TSE informou ainda que os candidatos podem fazer e distribuir material gráfico até 1° de outubro, véspera do pleito.

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