Ideia de indicar esposa para cargo no TCM pode manchar a trajetória de Rui Costa

Não é só Rui Costa. Ao longo dos últimos meses, três esposas de ministros do Governo Lula foram indicadas a cargos vitalícios como conselheiras nos Tribunais de Contas de estados brasileiros. Com remuneração a partir de R$ 35.462,22, esses tribunais são responsáveis por fiscalizar gastos públicos e possuem poder para tornar políticos inelegíveis caso os relatórios das contas sejam rejeitados.

Segundo texto publicado pelo jornalista e economista Ricardo Amorim, em janeiro deste ano, Rejane Dias foi eleita para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). Seu marido, Wellington Dias (PT), é atualmente o ministro do Desenvolvimento Social. Já o ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), assumiu seu novo cargo acompanhado de sua esposa, Renata Calheiros, também nomeada como conselheira do TCE. Marília Góes, casada com Waldez Góes (licenciado do PDT) foi a terceira esposa que assumiu um cargo de conselheira de Tribunal de Contas, quando seu marido era governador do estado do Amapá, em fevereiro de 2022.

A ideia que não é ilegal, mas imoral e vergonhosa do ponto de vista ético, mancha a trajetória, até então promissora do ex- governador Rui Costa, que tinha tudo para uma ascensão nacional e era visto como um dos nomes cotados para ser candidato a presidente pelo PT na próxima eleição.

Por Léo Valente