
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protegerá a propriedade privada, conforme a Constituição. Também exigirá o “cumprimento da função social da propriedade”.
Segundo as informações publicadas no Poder360, na reportagem publicada neste sábado (4), Teixeira descreveu a invasão do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em 3 fazendas de cultivo de eucalipto da Suzano, empresa de papel de celulose, como um caso isolado.
O episódio se deu na segunda-feira (27) nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no extremo sul da Bahia. Além das terras da Suzano, uma 4ª área, da Fazenda Limoeiro, também foi ocupada.
Teixeira disse que não esperava essa atitude do movimento: “A mim agora cabe ajudar na superação desse conflito e cabe também estabelecer mecanismos preventivos de novos conflitos”.
Na quinta-feira (2), o ministro havia declarado que o governo atuaria como um mediador para encontrar uma solução pacífica para o caso.
Segundo Ceres Hadich, integrante da Direção Nacional do MST, as fazendas foram ocupadas depois que a Suzano descumpriu acordos.
“Havia se estabelecido um acordo entre a Suzano e outras empresas produtoras de eucalipto na região e esse acordo foi feito junto com o então Ministério do Desenvolvimento Agrário. Nesse acordo, se garantiu que as famílias que ganharam a posse daquela terra seriam assentadas”, disse Ceres em entrevista ao Poder360.
O MST também afirma que a propriedade da Fazenda Limoeiro estaria abandonada há 15 anos. Cerca de 1.700 famílias do movimento na Bahia ocuparam as 4 áreas. Eles reivindicam a “desapropriação imediata” para realizar uma reforma agrária.




