Klara Castanho chora ao falar no Altas Horas sobre violência que sofreu

Klara Castanho no programa Altas Horas — Foto: Globo

Neste sábado (4), Klara Castanho foi uma das convidadas do programa Altas Horas que trouxe a temática do Dia Internacional da Mulher. No palco, com Serginho Groisman, a atriz falou sobre a violência que sofreu. As informações são do Gshow.

“Escolhi vir aqui, porque você, Serginho, é muito cuidadoso e a plateia muito amistosa. Meu coração está muito acelerado e é muito provável que, em algum momento, eu vá chorar. Quero te agradecer por esse espaço. Foi um período de recolhimento voluntário”, disse.

 “Depois de tudo que aconteceu no ano passado, eu cheguei no meu limite do que eu poderia, deveria e consigo falar. Eu sei que é um assunto latente, por ser a minha primeira vez publicamente é o que as pessoas querem saber. É o que as pessoas estão em busca.”

No dia 26 de março, Klara Castanho se manifestou pela primeira vez, após tornar público o fato de que engravidou depois de ter sido vítima de um estupro e entregou o bebê à adoção.

“Fui forçada a trazer a público a coisa mais difícil da minha vida. Nunca imaginei que eu teria que falar e lidar com isso além das pessoas que, involuntariamente, foram incluídas na história, que são a minha família.”

Klara, de 22 anos, destacou mais uma vez o suporte que recebeu durante todo o processo e o acolhimento das pessoas que respeitaram sua decisão.

“Tenho muita sorte de ter recebido muito acolhimento. As pessoas foram muito gentis comigo. Tenho uma rede de apoio maravilhosa, uma equipe que me acolheu, me defendeu e me defende. Recebo mensagens de muito carinho. Por mais que as pessoas não entendam, elas escolheram respeitar a minha decisão”.

A atriz também garantiu confiar na Justiça.

“Tem uma coisa que eu quero deixar registrado, já que é a única coisa que ainda tentam usar contra mim. Eu denunciei todos os crimes aos quais eu fui submetida. Todos, sem nenhuma exceção. E o que me resta nesse momento, e ainda bem, é confiar na Justiça. E eu confio muito. Não só na Justiça daqui, mas em uma justiça muito maior. Eu fiz o que eu podia, como eu podia, o que o meu psicológico podia aguentar e pode”.