
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), adotou uma postura crítica após a indicação de Aline Peixoto para a vaga de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O deputado afirmou que as indicações para o cargo “sempre” se deram mais por uma razão política do que técnica e citou exemplos do Tribunal de Contas da União (TCU). As informações são do Bahia Notícias, parceiro do Blog do Valente.
“Sempre foi assim. Não adianta dizer que as coisas são diferentes, as coisas no Brasil funcionam dessa forma. A gente teria que começar o Brasil do zero. No TCU a gente vê mãe de deputados, senadores, amigos do presidente. Nem sempre o currículo é levado em conta, não estou dizendo que seja o caso de Aline. O que chamou a atenção é que ela é esposa do ministro da Casa Civil, Rui Costa”, disse Adolfo.
Em relação a uma próxima indicação ao TCM, o presidente da AL-BA não confirmou que seria um membro da Assembleia, e afirmou que “tudo pode na Casa”. De acordo com Adolfo, a eleição do próximo conselheiro dependerá de acordos.
“Tudo pode aqui na Casa, pelo o que tenho conhecimento a vaga cabe ao governador, não cabe a Assembleia. A Assembleia cabia essa vaga, que pode acontecer o contrário, como houve na eleição de Pellegrino. No final, a gente não pode esconder que vai para a política, o grupo de ACM Neto contra o grupo de Jerônimo, Rui e Wagner”, afirmou o presidente.
Adolfo também citou exemplos de Brasília e do “toma lá, dá cá”. O deputado comentou sobre as propostas de reforma tributária que podem sofrer resistência dentro do Congresso Nacional e afirmou que muitos posicionamentos não passam de “teatro”.
“Minha opinião é que a gente teria que mudar o Brasil. A gente vê os deputados do centrão dizendo que a reforma tributária não vai passar no Congresso porque o povo não aguenta mais impostos. Tudo conversa fiada, tudo teatro. Se o Lula chamar e dar ministérios, dar cargos, eles aprovam no outro dia. Infelizmente é o Brasil”, discorreu Adolfo.




