Levantamento aponta que 157 quilombolas moram em SAJ; Cachoeira lidera lista no Recôncavo

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O estado da Bahia possui a maior população quilombola do Brasil, com 397.059 pessoas espalhadas por 308 municípios do seu território. Estes dados são do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) de 2022. Cachoeira é a cidade do Recôncavo baiano com maior população quilombola, com 6.972 pessoas, número que representa 23,84% da sua população, e 1,8% do total de quilombolas na Bahia. Cachoeira é a 9ª com maior quantidade de quilombolas no estado.

Santo Antônio de Jesus e Recôncavo

O Blog do Valente fez um levantamento das cidades de Santo Antônio de Jesus e região. Na capital do Recôncavo residem 157 quilombolas, número que representa 0,15% da população santoantoniense. SAJ não tem nem 0,1% da população quilombola da Bahia e aparece apenas como a 206ª cidade com mais pessoas quilombolas no estado. Entre os municípios do Recôncavo, Santo Antônio de Jesus tem a 11ª maior população quilombola, atrás de Cachoeira, Maragogipe, Salinas da Margarida, São Félix, Santo Amaro, Muritiba, Nazaré, Cruz das Almas, Governador Mangabeira e Castro Alves.

Além dessas cidades, apenas Varzedo e Saubara registraram populações quilombolas no Recôncavo. Ainda segundo os dados do IBGE, Cabaceiras do Paraguaçu, Conceição do Almeida, Dom Macedo Costa, Muniz Ferreira, São Felipe e Sapeaçu não possuem nenhum morador remanescentes de comunidades dos quilombos.

Na Bahia

Senhor do Bonfim é a cidade baiana com o maior número absoluto, com quase 16 mil pessoas. Em segundo, Salvador tem 15,9 mil. As duas também são as com maior contingente quilombola nacional.
Em terceiro lugar Campo Formoso, registrando 12,7 mil, seguido de Feira de Santana com 12,2 mil; e em quinto Vitória da Conquista com pouco mais de 12 mil.

Proporção

Em termos proporcionais, o município baiano com maior índice é Bonito, na Chapada Diamantina. Na cidade, 50,3% dos habitantes se consideram quilombolas. A primeira cidade no país é Alcântara, no Maranhão, com 84,6% dos habitantes nesta condição.
Depois de Bonito, a cidade de Mulungu do Morro, na região de Irecê, é o segundo na Bahia com maior índice de quilombolas entre os habitantes, 38,49%. Em terceiro Filadélfia, com 35,46%; Antônio Cardoso, no Portal do Sertão; com 33,70%; e América Dourada, na região de Irecê; com 31,23%.