O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmou, na última quinta-feira (9), em uma petição encaminhada como defesa preliminar à Justiça Federal no Paraná, que houve repasse de propina para os caixas do PT e do PP, durante o tempo em que trabalhou na estatal. Porém, no documento, a defesa de Costa diz que o “processo licitório” foi seguido nos termos da lei.O ex-executivo revelou no acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) como funcionava o esquema de pagamento de propina a políticos. Ele disse que as empresas repassaram, em média, até 3% do faturamento das obras que fechavam com a Petrobras, sendo 1% para o PP e 2% para o PT. “Os valores dos contratos (Rnest, Comperj, etc), assinados pela Diretoria de Serviços, variavam entre 15% e mais 20%. As empresas repassavam em média até 3% (1% para o PP e 2% para o PT). Estes valores eram retirados da margem das empresas”, afirma a defesa. (Correio)



