
O governo federal anulou o leilão para a compra de arroz importado, realizado na última quinta-feira (6), devido a suspeitas de irregularidades nas empresas vencedoras. A decisão resultou na demissão do secretário de Política Agrícola.
Segundo o G1, a anulação aconteceu após a convocação uma reunião extraordinária entre o presidente Lula e os ministros da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Robson Luiz Almeida de França, único proprietário da Foco Corretora, intermediária do leilão, também foi mencionado no contexto das irregularidades identificadas.
O leilão
O leilão, promovido pela Conab, envolveu a compra de 263 mil toneladas de arroz importado ao custo de R$ 1,3 bilhão. O objetivo era evitar a alta dos preços e o desabastecimento causado pelas inundações no Rio Grande do Sul.
No dia do leilão, o Sindiarroz, divulgou uma nota alegando que nenhuma das empresas participantes era do ramo de arroz. Destacou também que as empresas eram de setores completamente diferentes, como locação de veículos e produção de queijos. A maior vencedora do leilão foi uma loja de queijos de Macapá, que deveria fornecer mais da metade das 260 mil toneladas de arroz, apesar de ter aumentado seu capital social de R$ 80 mil para R$ 5 milhões pouco antes da disputa. A empresa não produz arroz e não teria como oferta-lo.
Importação do arroz
Apesar de anular o leilão, o governo não desistiu da importação de arroz. Pretende, no entanto, mudar o formato do edital, com a Conab assumindo a habilitação das empresas participantes, com o apoio de órgãos fiscalizadores.




