Durante os oito anos de gestão do ex-governador Rui Costa na Bahia, foram registradas 54.633 mortes violentas.

Os dados são do Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Em síntese, este número inclui homicídios e outras mortes violentas intencionais ocorridas no estado entre os anos de 2015 e 2022.
Abaixo está o detalhamento anual das mortes registradas:
- 2015: 6.012 mortes
- 2016: 7.171 mortes
- 2017: 7.487 mortes
- 2018: 6.787 mortes
- 2019: 6.118 mortes
- 2020: 7.076 mortes
- 2021: 7.206 mortes
- 2022: 6.776 mortes
Desse modo, esses números refletem um panorama de violência significativo durante o período mencionado, apesar das políticas de segurança implementadas durante a gestão de Rui Costa.
A abordagem de enfrentamento às drogas foi então, uma das estratégias adotadas.
Segundo análise de Herbert Toledo Martins, professor associado da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), essa política pode ter contribuído para uma “necropolítica de Estado”.
Esse termo denota políticas que contribuem para a morte de determinados grupos sociais.
Esses dados evidenciam assim, um desafio persistente na área de segurança pública no estado da Bahia, que continua a ser objeto de debates e necessidade de novas abordagens para a redução da violência e promoção da segurança.
Sobre o Atlas Da Violência:
Anualmente, o Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lança um relatório atualizando os dados de violência no Brasil.
O trabalho é feito em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Como nas anteriores, busca-se retratar a violência no Brasil, principalmente, a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.




