Durante período eleitoral é comum a distribuição de panfletos, Flayers e os popularmente chamados de “santinhos”. Porém, todo este material costuma acumular-se nas ruas criando um grande volume de lixo. A especialista em sustentabilidade, Leide Laje, chama a atenção para os impactos ambientais desta prática.

De acordo com o Blog Doris Pinheiro, a especialista defende que candidatos e partidos devem se responsabilizar pelos impactos ambientais de suas campanhas políticas, e que ações interdisciplinares devem ser utilizadas para reduzir o uso de recursos naturais, e a conscientização ambiental.
Segundo o levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, ao final das eleições de 2016 em Salvador, mais de 100 toneladas de resíduos foram coletadas, a maior parte eram materiais de campanha.
“A adoção dessas práticas traz benefícios imediatos e posiciona a campanha como um exemplo de responsabilidade e inovação, alinhando discursos e projetos políticos com a campanha em execução nas ruas”, explica a especialista.
Leide Laje é arquiteta, consultora e mestre em Sustentabilidade pela USP e produz conteúdos de sustentabilidade para campanhas e eventos no estado de São Paulo.
Ainda segundo o site, Leide destaca a importância da inclusão socioambiental das cooperativas de catadores para garantir a destinação adequada dos resíduos e gerar renda. Além disso, critica a falta de práticas sustentáveis em muitas campanhas que abordam temas de sustentabilidade, mas não refletem essas preocupações durante o período eleitoral.


