“Não vou representar no Pan quem aplaude Cunha e Feliciano”, diz a atleta Joanna Maranhão

Umas das mais politizadas atletas brasileiras da atualidade, Joanna Maranhão publicou vídeo em sua conta no Facebook, na manhã desta quinta-feira, para criticar a aprovação, na Câmara Federal, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera a maioridade penal para uma série de crimes de 18 para 16 anos. A nadadora, que comanda duas ONG?s voltadas a crianças e adolescentes, disse que não vai representar, nos Jogos Pan-Americanos, ?quem aplaude? os deputados federais Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ).

?Vou para o Pan-Americano defender o meu país, mas não vou estar representando essas pessoas que batem palma para Feliciano, Bolsonaro, Eduardo Cunha, Malafaia? Não são vocês que eu estou representando. A torcida de vocês não faço questão nenhuma de ter. Do Eduardo Cunha, Daniel Coelho (PSDB-PE), do pessoal da bancada de Pernambuco que votou a favor (da redução da maioridade penal). É pelas outras pessoas?, disse Joanna.

A nadadora, que foi finalista olímpica aos 17 anos, revelou em 2008 que sofreu violência sexual quando criança. Em 2013, decidiu se aposentar da natação, porque se dizia cansada de brigar contra a gestão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Passou, então, a se dedicar à ONG Infância Livre, que acompanha crianças e adolescentes vítimas de violência infantil em Pernambuco.

Fonte: Estadão