A Procuradoria-Geral da República (PGR) está investigando 13 casos de possíveis desvios de emendas parlamentares, com os processos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino, relator de três desses casos, concedeu liminares para suspender a execução dos recursos, em uma medida que visa interromper a aplicação das verbas até que as investigações avancem.

Essas apurações ainda estão em fase preliminar e não se converteram em inquéritos formais. Os casos foram distribuídos entre seis ministros relatores: Flávio Dino (3), Cármen Lúcia (3), Luiz Fux (2), Cristiano Zanin (2), Nunes Marques (2) e Gilmar Mendes (1). Inicialmente, as suspeitas estavam centralizadas em uma única petição, mas foram desmembradas para permitir investigações mais independentes.
Os nomes dos deputados e senadores sob investigação permanecem em sigilo devido ao estágio inicial das apurações. Segundo informações obtidas pela CNN, o número de casos não necessariamente corresponde ao número de parlamentares envolvidos.
A suspensão dos recursos, determinada por Flávio Dino e apoiada unanimemente pelo plenário do STF, gerou preocupação entre os Três Poderes sobre a necessidade de melhorar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. Em resposta, representantes dos Três Poderes se reuniram nesta terça-feira (20) para buscar um acordo que possa resolver o impasse.




