O deputado federal Jorge Solla ( PT ) esteve falando em entrevista à rádio Recôncavo quanto à questão da aprovação em primeira votação do projeto de maioriade penal. Para ele foi um “segundo golpe” impetrado pelo presidente da Câmara no congresso, Eduardo Cunha, após a discussão do debate da reforma política, com a proposta do fim do financiamento privado de campanhas. “Da mesma forma da outra vez, a emenda não teve votos suficiente para ser aprovada e, no dia seguinte, ele recoloca o assunto em pauta e, sabendo quais deputados votaram contra, ele os assedia com pressões e cobranças das mais diversas formas, até benesses, para que cada um mude de opinião. Isso desmoraliza a Câmara e a democracia brasileira. Se cada projeto que o presidente da casa tenha interesse tiver que ser votado quantas vezes for necessário para ser aprovado, perde-se o sentido do proceso democrático”, disse. “Ele está atuando como o imperador de um país que não tem constituição. Ele não pode impor sua vontade dessa forma, constragendo parlamentares para mudar o seu voto”, acrescentou. Para Solla, o apoio do PMDB ao governo Dilma seria hoje uma incógnita. ” Eu tenho questionado isso. Hoje vemos o partido se aliar com o PSDB para detonar o sistema de partilha do pré sal na Petrobrás, o que seria uma tragédia para o Brasil. Aqui na Bahia o governador Wagner teve a habilidade de retirar o PMDB do governo em áreas onde haviam fortes denúncias de corrupção, conseguindo recompor o governo. Quando o governador rompeu com o partido aqui muita gente achou que era suicídio mas o que aconteceu foi o contrário. Hoje na Bahia o PMDB é uma força residual, subjugada aos interesses do DEM”, comentou. Celso Rommel / Blog do Valente



