Mercado de trabalho brasileiro atinge o melhor desempenho em uma década, segundo IBGE

Dados do IBGE mostram redução no desemprego e aumento na ocupação e renda média dos trabalhadores

O mercado de trabalho brasileiro continua apresentando indicadores positivos, conforme mostram os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (29). Os indicadores de julho mostram uma redução significativa no número de desocupados e um crescimento tanto na ocupação quanto na renda média dos trabalhadores.

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Em julho de 2023, o número de desempregados caiu para 7,431 milhões, uma diminuição de 9,5% em relação ao trimestre anterior e o menor número desde o início de 2015. A taxa de desemprego caiu para 6,8%, o menor índice para os trimestres encerrados em julho desde o início da série histórica em 2012, comparado a 7,9% no ano anterior.

O setor privado e o setor público também apresentaram crescimento recorde no número de trabalhadores. O setor privado alcançou 52,5 milhões de empregados, com aumentos de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. O setor público, por sua vez, teve 12,7 milhões de trabalhadores, com crescimentos de 3,5% no trimestre e de 3,6% no ano.

A informalidade, embora ainda significativa, cresceu a um ritmo menor. O número de trabalhadores informais atingiu 39,446 milhões, o segundo maior patamar da série histórica, atrás apenas do quarto trimestre de 2023.

A renda média real habitual dos trabalhadores também mostrou crescimento, atingindo R$ 3.206 no trimestre encerrado em julho, um aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior e de 4,8% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. A massa de rendimentos da economia cresceu 1,9%, alcançando R$ 322,4 bilhões.

Esses dados refletem uma recuperação do mercado de trabalho, superando as dificuldades causadas pela pandemia e pela recessão econômica anterior.