O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, está no centro de uma polêmica após ser acusado de assédio sexual pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Para se defender, Almeida reuniu vídeos e mensagens de texto, incluindo gravações de câmeras de um restaurante onde ele e Anielle jantaram em Brasília, e apresentou esses elementos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, durante uma reunião no Palácio do Planalto.

Almeida, que nega as acusações, sugere que membros do governo e aliados do presidente Lula estariam por trás da denúncia para desestabilizá-lo e, potencialmente, tomar seu cargo. Mesmo assim, a avaliação interna no Planalto é que sua permanência se tornou “insustentável” e que ele deveria pedir demissão. No entanto, o ministro sinalizou que, se for demitido, “cairá atirando”.
Entenda o caso
A acusação foi feita por Anielle Franco, que relatou que um dos episódios de assédio ocorreu durante uma reunião sobre o combate ao racismo em maio de 2023. Segundo o relato da ministra, Silvio Almeida teria tocado suas pernas por baixo da mesa durante o encontro. Além de Anielle e Almeida, estavam presentes o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor da Anac, Tiago Pereira.
A Polícia Federal (PF) anunciou a abertura de um inquérito para investigar as denúncias, que também envolvem outras mulheres que teriam procurado o movimento Me Too. Anielle Franco, até o momento, mantém silêncio sobre o assunto, mas deve conversar com o presidente Lula para confirmar as acusações.
Silvio Almeida, por sua vez, publicou um vídeo repudiando as acusações e cobrando uma investigação formal. O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial reconhecendo a gravidade das denúncias e prometendo rigor e celeridade no tratamento do caso.




