A Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (Secult-BA) formalizou nesta quarta-feira (25) o novo contrato de gestão da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), que continuará sendo administrada pela Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA).

A cerimônia de assinatura ocorreu no Cine Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas, que será a sede temporária da orquestra durante a reforma do Teatro Castro Alves (TCA).
O contrato, avaliado em R$ 26 milhões, terá vigência de 24 meses a partir de 1º de outubro de 2024. A ATCA, que gerencia a OSBA desde 2017, venceu o edital disputado com o Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), ligado ao maestro Ricardo Castro (Neojiba).
Segundo Carlos Prazeres, maestro regente da OSBA, a continuidade da gestão da ATCA fortalece o vínculo da orquestra com a sociedade.
“A OSBA está conectada com o povo, e isso faz muita diferença”, disse. Rose Lima, diretora artística do TCA, destacou a habilidade de Prazeres em unir a música clássica e popular, aproximando a orquestra do público baiano.
O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, reforçou que o contrato visa à promoção da música de concerto em toda a Bahia, com foco na interiorização das atividades da orquestra e no impacto social para os jovens do estado.
Histórico do processo de seleção
O processo seletivo para a gestão da OSBA passou por reviravoltas em 2023. Embora o IDSM tenha vencido o primeiro edital, a ATCA recorreu e desclassificou o concorrente, levando à anulação do certame. O novo edital, lançado este ano, resultou na renovação do contrato com a ATCA, sem a participação do IDSM.
A polêmica em torno do concerto “Osbrega”, promovido pela OSBA, gerou críticas de Ricardo Castro, que em 2023 condenou a escolha do repertório. Em uma rede social, ele comparou o concerto ao estilo de Lairton e seus teclados, alegando que a iniciativa representava um “círculo do inferno” para uma orquestra sinfônica.




