O sepultamento do pedreiro Antônio Carlos Costa Alcântara, 42 anos, foi marcado pela dor e revolta dos amigos e parentes, que clamaram por justiça, nesta terça-feira, 14. Ele foi assassinado com um tiro nas costas pelo tenente da PM Daniel Leite dos Santos, 37, na noite de domingo,12, na festa da lavagem de Pirajá. O policial estava de folga e ainda baleou outras duas pessoas durante uma briga generalizada. Antônio foi socorrer um amigo caído no chão, após ser agredido pelo tenente, e acabou sendo alvejado.
O irmão da vítima é sargento da Rondesp Atlântico da PM e fez um apelo. “Quero que se faça justiça e que o comandante da PM e o secretário de Segurança Pública abram os olhos para esse caso. O policial que fez isso tem uma vida pregressa muito feia e ainda continua na polícia”, declara.
Daniel foi preso e autuado em flagrante no dia do crime pelo Departamento de Homicídios (DHPP) e está custodiado no Batalhão de Choque.
“Ele tem que ser preso como uma pessoa comum. Tem de perder a farda”, disse Jaciara Portela, 34, prima da vítima.
O irmão de Antônio Carlos ainda lembrou que o tenente Daniel estava acompanhado de um homem de prenome Bruno, que participou da confusão.
Dor de quem fica
A mulher de Antônio Carlos estava muito abalada e precisou ser amparada o tempo todo pelos parentes. Em meio a dor, ela declarou seus sentimentos ao gritar que amava o marido. “Antônio sempre tratou minha filha com muito respeito, desde quando começou a namorar. Nunca teve nenhum problema”, conta Antônio Lopes, 63, sogro da vítima.
“Esse rapaz morreu pedindo paz. Foi apartar a confusão que um vizinho estava envolvido. Nunca vi Antônio brigando com ninguém”, declara Agnaldo Batista, 47, amigo da vítima.(Uol A TARDE)
A PM informou, por meio de nota, que o tenente Daniel permanece preso à disposição da Justiça e que o crime está sendo investigado na esfera civil pelo DHPP e na esfera administrativa pela PM, onde será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar.



