A Justiça do Rio de Janeiro prorrogou por mais cinco dias a prisão provisória do médico Walter Ferreira, sócio do laboratório PCS Lab Saleme, e dos funcionários Jacqueline Iris Bacellar de Assis, Cleber de Oliveira Santos e Ivanildo Ferreira dos Santos. Os quatro são acusados de envolvimento na infecção de seis pacientes transplantados que contraíram o vírus HIV após exames com laudos de falso negativo realizados no laboratório. O caso, que ganhou grande repercussão, resultou em uma investigação profunda por parte das autoridades.

A decisão de manter os investigados presos foi tomada pela juíza Aline Abreu Pessanha, que negou o pedido de prisão domiciliar feito pelos advogados de defesa. Em sua justificativa, a magistrada destacou a necessidade de garantir a oitiva das vítimas, além de resguardar a investigação.
“A prisão temporária se traduz em medida acauteladora de restrição de liberdade, por tempo determinado, destinada a possibilitar investigações de crimes previstos em lei”, afirmou a juíza.
O episódio, que envolve uma suposta associação criminosa na elaboração de laudos médicos falsos, colocou em risco a vida de várias pessoas que dependiam de transplantes. A gravidade do caso levou a juíza a classificar a situação como “altamente reprovável”, afetando diretamente a tranquilidade da comunidade e a estrutura social. A decisão de prorrogar a prisão temporária também visa a localização de outras vítimas e a identificação de outros possíveis envolvidos.
A juíza Aline Abreu Pessanha enfatizou que a medida é excepcional, mas necessária devido à gravidade da situação. Segundo ela, a prisão dos acusados é fundamental para impedir que a investigação seja prejudicada, além de assegurar a aplicação da lei penal.
“A urgência da prisão fundam-se na gravidade do caso e na repercussão negativa da vida das vítimas”, completou.
Os quatro investigados permanecerão em presídios estaduais, à disposição da Justiça, enquanto as investigações avançam. Antes do término da nova prorrogação da prisão, os autos serão encaminhados ao Ministério Público, que deverá avaliar a possibilidade de denúncia formal contra os acusados ou a solicitação de novas medidas judiciais.




