Donald Trump é eleito 47º presidente dos Estados Unidos

Republicano reassume Casa Branca com apoio recorde de votos e promete nova fase de liderança para a maior potência global

Donald Trump, de 78 anos, foi declarado presidente eleito dos Estados Unidos nesta quarta-feira (06), após assegurar 276 votos no Colégio Eleitoral, ultrapassando a marca necessária para a vitória. A eleição, marcada por uma guinada significativa à direita, garantiu o retorno do republicano à Casa Branca, agora como o mais velho candidato a ser eleito na história do país. “A América nos deu um mandato sem precedentes”, declarou Trump em discurso na Flórida, onde acompanhou a apuração ao lado de aliados.

Foto: Foto: Divulgação/ Casa Branca

Trump superou sua própria marca de 2016 ao vencer também no voto popular, com 68 milhões de votos, enquanto Kamala Harris, sua adversária democrata, recebeu 62,9 milhões. Seu desempenho foi especialmente forte nos chamados estados-pêndulo, além de ampliar a margem de votos entre eleitores latinos e negros — um aumento sustentado por investimentos republicanos nesse segmento desde a última eleição.

A nova configuração política nos Estados Unidos favoreceu também o Partido Republicano no Senado, onde o controle foi retomado com 51 dos 100 assentos. Trump, que enfrentou uma derrota histórica há quatro anos após incentivar uma invasão ao Capitólio, ressurgiu neste pleito com um eleitorado fortalecido e pronto para conferir ao ex-presidente um segundo mandato.

Em sua plataforma de campanha, o republicano focou em políticas econômicas pró-emprego e na promessa de isenção de impostos sobre aposentadorias e gorjetas. Também destacou uma política externa de intervenção mínima e, internamente, sinalizou endurecimento nas políticas de imigração, prometendo ações firmes, como a maior deportação em massa já realizada.

Analistas acreditam que Trump retorna à Casa Branca com um círculo mais leal e coeso ao seu redor, preparado para implementar políticas de maneira mais eficiente. No Congresso, a base de apoio também se fortaleceu em comparação a 2016, com aliados alinhados ao movimento “Make America Great Again” (MAGA), que ajudou a reforçar seu retorno ao poder. Entre os republicanos, o vice de Trump, J.D. Vance, desponta como potencial herdeiro político desse movimento populista.

Internacionalmente, a reeleição de Trump traz uma nova onda de incertezas, especialmente para a Europa, onde líderes já expressaram preocupação com sua abordagem crítica à OTAN. Trump tem apontado que os EUA financiam a organização de forma desproporcional, cobrando maior participação dos aliados.

A vitória de Trump, além de reforçar sua imagem entre apoiadores, representa uma oportunidade de proteção jurídica frente aos processos criminais pendentes, como o caso movido pelo Departamento de Justiça sobre sua atuação na eleição de 2020. Com a Presidência, ele poderá influenciar diretamente o andamento desses processos, aumentando a expectativa de que alguns deles sejam arquivados sob sua gestão.