O Tribunal do Júri dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acusados de matar e torturar Genivaldo de Jesus Santos teve início nesta terça-feira (26). O caso ocorreu em Sergipe, em 2022, e envolveu a criação de uma “câmara de gás” dentro de um veículo pelos policiais, que sufocaram a vítima.

De acordo com o Metro 1, a perícia criminal confirmou que a morte foi causada por asfixia mecânica com inflamação nas vias aéreas. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Genivaldo não estava em surto psicótico durante a abordagem, como afirmaram os policiais, mas sim sob efeito de medicamento para esquizofrenia.
Segundo informações, a família de Genivaldo será indenizada em R$ 1,9 milhão, com valores de R$ 400 mil para a mãe e R$ 500 mil para o filho da vítima.
Em outubro de 2022, três dos cinco policiais que assinaram o boletim de ocorrência foram presos preventivamente. William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento tiveram seus pedidos de liberdade negados pela Justiça Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).



