O desaparecimento de dois jovens funcionários de um ferro-velho em Salvador, Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, de 24 anos, e Matusalém Silva Muniz, de 25 anos, completou um mês nesta quarta-feira (4). Os dois trabalhavam como diaristas no bairro de Pirajá e foram vistos pela última vez no dia 4 de novembro, após saírem de casa para o trabalho.

Marcelo Batista da Silva, dono do ferro-velho, é o principal suspeito do desaparecimento. Ele havia acusado os jovens de furto de alumínio antes do sumiço. Em 9 de novembro, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário, mas ele fugiu e há suspeitas de que tenha deixado o país.
De acordo com a Polícia Civil, o carro de Marcelo foi encontrado em uma loja de veículos de luxo em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, com supostos vestígios de sangue.
O veículo foi deixado no local por um homem que solicitou a troca dos bancos, alegando que estavam sujos.
O histórico criminal de Marcelo, segundo apurado pelo G1 Bahia, inclui investigações por duplo homicídio, tentativa de homicídio, envolvimento com milícias e facções criminosas, além de violência doméstica contra sua ex-mulher. Ele também enfrenta nove processos trabalhistas em tramitação e teve outros 60 arquivados, com denúncias que vão desde atraso de pagamento até assédio sexual e tortura.
Familiares das vítimas apontam Marcelo como o responsável pelo desaparecimento, mencionando que ele os havia acusado de furto pouco antes. Em uma declaração feita no início de novembro, o empresário afirmou que os jovens foram flagrados cometendo um segundo furto e que planejava denunciá-los à polícia no dia seguinte. Contudo, eles não apareceram para trabalhar e não foram mais vistos.
A polícia continua investigando o caso e busca localizar o empresário para esclarecer o desaparecimento dos jovens.




