O movimento 11 de dezembro foi realizado nesta quarta-feira (11), no Centro Cultural de Santo Antônio de Jesus, para lembrar os 26 anos da tragédia da fábrica de fogos que vitimou 64 pessoas em 1998. A explosão ocorreu perto do meio-dia, e as vítimas, muitas delas mulheres e crianças, trabalhavam em condições precárias. A mobilização tem como objetivo conscientizar sobre o trabalho digno e homenagear as vidas perdidas, conforme destacou o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (FETIPA).

Durante o evento, Fernanda Souza, gestora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), destacou o papel da instituição no apoio às famílias das vítimas. Em entrevista ao radialista Itajaí Júnior, da Andaiá FM, ela afirmou que a formação profissional tem sido um instrumento essencial para transformar vidas e promover dignidade.
“A gente fica muito feliz de estar cumprindo o nosso papel na sociedade Santo Antônio Jesus. O 11 de dezembro é um movimento muito importante. Virou um Instituto, mas ele está representando para a gente o que a gente tem dentro de sociedade brasileira de muito triste, principalmente as injustiças, a falta de trabalho decente. Então, nós enquanto instituição de formação profissional, quando a gente pode contribuir, a gente está cumprindo o nosso papel. A gente não está fazendo mais do que a nossa obrigação, trazendo dignidade, formação de qualidade, e fazendo com que as pessoas possam estar transformando as suas vidas através do seu trabalho mais digno. Então, a gente é só um ator social. A gente precisa entender que é nessa união de forças, né, e que muitas vezes é nesse movimento de luta, como foi dito hoje, nessa manhã aqui, que a gente vê as transformações acontecendo.”, declarou Fernanda Souza.
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Segundo a gestora, o SENAC tem oferecido cursos em áreas como gastronomia, beleza e tecnologia da informação, com foco no enaltecimento da cultura afro-brasileira.
“A gente trabalhou muito com a trilha formativa de gastronomia, então eles fizeram bolos, tostes, salgados, eles podem trabalhar dentro da própria comunidade, então a gente fez uma trilha formativa. Desenvolvemos áreas de beleza, cursos como cabeleireiro, corta-escova, tranças, e que isso, além de trabalhar com essa parte técnica, a gente trabalha com o enaltecimento da cultura afro-brasileira, afro-descendente, então a gente teve essa perspectiva também. TI, Tecnologia da Informação, com informática básica, Excel.”, explicou.



