O período de matrícula para os cursos de formação do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foi aberto nesta terça-feira (11). Organizados pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), os cursos têm prazos diferentes conforme o cargo. As inscrições devem ser feitas diretamente no site da instituição, na aba correspondente ao respectivo cargo.

Para os convocados ao cargo de auditor-fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, o prazo de matrícula vai até sexta-feira (14), às 18h. Já entre os dias 13 e 17, também até às 18h, devem se matricular os aprovados para os cargos de especialista em regulação de serviços públicos de energia (Aneel), regulação de saúde suplementar (ANS) e regulação de serviços de transportes aquaviários (Antaq). O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) alerta que a não realização da matrícula dentro do prazo resultará na eliminação do candidato.
Terceira etapa e cursos de formação
O CPNU prevê uma terceira etapa para nove cargos, caracterizada por cursos de formação de caráter classificatório e eliminatório. O Cebraspe organiza quatro cursos, enquanto a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) é responsável por cinco. Segundo o MGI, essa formação busca desenvolver competências técnicas, gerenciais e estratégicas, além de reforçar valores como ética, equidade e sustentabilidade.
Os candidatos aprovados que concluírem com sucesso o curso de formação receberão um diploma de pós-graduação, com o título de especialista na respectiva área. A Enap também iniciou, na segunda-feira (10), o período de matrícula para os cursos de especialista em políticas públicas e gestão governamental, analista de comércio exterior, analista em tecnologia da informação, analista técnico de políticas sociais e analista de infraestrutura. As inscrições devem ser feitas até o dia 18, às 23h59, no site da Enap.
Aplicação de provas e exigências
A prova objetiva será realizada no mesmo local do curso de formação e seguirá o modelo certo/errado, sem penalidade por resposta incorreta, com valor total de 100 pontos. O MGI reforça que não haverá segunda chamada, e a ausência resultará em eliminação. Os candidatos precisam obter média final acima de 60% para prosseguir no concurso.
A carga horária dos cursos varia de 140 a 540 horas, dependendo do cargo. O formato é integralmente presencial, com exceção do curso de auditor-fiscal do trabalho, que terá modelo híbrido. O especialista em regulação de saúde suplementar fará a formação no Rio de Janeiro, enquanto os demais cursos serão realizados em Brasília.
Durante o curso, os matriculados receberão 50% da remuneração inicial, exceto servidores públicos, que poderão optar por manter seus vencimentos. Todas as despesas relacionadas ao curso, como transporte, alimentação e estadia, são de responsabilidade do candidato.



