Prefeito de Mutuípe garante pagamento da folha de julho mesmo com bloqueio do FPM pelo CNJ

Em meio a uma crise administrativa provocada pela interdição das contas do município de Mutuípe, o prefeito João Carlos afirmou que tem intensificado articulações jurídicas e políticas para reverter a situação.

Foto: Leonardo Valente / Blog do Valente

Em entrevista à rádio local, o gestor detalhou as medidas já adotadas e demonstrou confiança na resolução do impasse.

“Nós estamos nos movimentando em todas as esferas, na esfera jurídica, a gente tem novas ações, estudamos o caso, encontramos novas situações que favorecem ao nosso município e a gente está apresentando essas novidades em torno de uma petição no Conselho Nacional de Justiça, que é o final agora desse mês, sai do recesso, e a gente vai novamente em Brasília, agora 4 de agosto, já com o CNJ funcionando plenamente, pra gente poder tratar com os ministros, apresentando essa situação que é sustentável pro município”, afirmou.

Com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) bloqueado em sua totalidade, João Carlos relatou que a gestão tem buscado alternativas para manter a cidade funcionando.

“Já estamos buscando também, tá, Jair, algumas movimentações administrativas, pra que a gente possa dar um fôlego pra cidade, já que o nosso FPM tá bloqueado na sua integralidade.”

Apesar das dificuldades, o prefeito garantiu que a folha de pagamento dos servidores está em dia.

“Nós fizemos um dever de casa, de todo gestor, que é economizar no início da gestão. A gente sabe que ali os primeiros meses são meses de boas arrecadações […] conseguimos fazer um bom caixa”, explicou.

Segundo ele, a prefeitura também contou com emendas de custeio que ajudaram a pagar fornecedores da saúde.

“O fato é que agora, dia 30, a gente já tem todo o recurso para pagar a nossa folha. Não vamos atrasar o salário, já antecipamos inclusive metade do décimo terceiro no mês de junho. […] Esse fôlego tá chegando no fim, e é antes que chegue no fim que a gente intensifica as movimentações pra chegar à solução.”

Questionado sobre o novo fato que motivou a petição ao CNJ, João Carlos preferiu não revelar detalhes.

“Eu não pretendo trazer a público agora porque não é estratégico, mas eu espero que seja uma novidade que possa sensibilizar o nosso Conselho Nacional de Justiça para entender que o município de Mutuípe quer honrar com seus compromissos. Mas o direito da família de receber o precatório, ele não pode ser maior do que o direito da cidade de ter a sua população atendida com o que é fundamental, que é o esporte, que é a educação, que é a saúde, que é o transporte, que é o lazer.”

O prefeito também mencionou que algumas obras foram suspensas devido ao bloqueio dos recursos.

“Nós tínhamos algumas obras que queríamos e tínhamos condição de fazer com recurso próprio se o FPM não tivesse bloqueado. […] A gente teve que recuar em algumas obras importantes.”

Ele ainda ressaltou a importância da manutenção das estradas vicinais, fundamentais para a zona rural do município.

“Nós estamos a pleno vapor, ainda não tiramos nenhuma caçamba, nenhuma máquina, só que chegou agora no limite e caso a gente não consiga uma solução rápida, vai ser necessário reduzir essa frota que hoje trabalha na manutenção das estradas vicinais.”