
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta quinta-feira (11) que “não há imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo”. A declaração foi feita durante seu voto no quinto dia de julgamento da trama golpista, que apura a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-aliados.
Ao justificar seu posicionamento, a magistrada recordou episódios recentes da história brasileira, incluindo manifestações populares e decisões políticas tomadas durante a pandemia de Covid-19, destacando que todos tiveram como premissa a defesa da democracia.
Usando a metáfora do vírus, Cármen Lúcia ressaltou que as instituições e a sociedade precisam permanecer vigilantes para evitar retrocessos:
“Não há imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo.”
O julgamento, retomado nesta quinta-feira pela Primeira Turma do STF, pode formar maioria pela condenação do ex-presidente e de outros réus acusados de tentar abalar o Estado Democrático de Direito. A fala de Cármen Lúcia foi interpretada como um alerta sobre a importância da preservação das instituições democráticas brasileiras.



