
Propício Rodrigues foi condenado a 90 anos de prisão pelo assassinato de três pessoas e tentativa de homicídio de outras três durante um ataque a tiros no Quincas Bar, entre Santo Antônio de Jesus e Varzedo, no dia 24 de janeiro de 2022. A decisão foi proferida após júri popular nesta quarta-feira (17) no Fórum Desembargador Wilde Oliveira Lima.
Segundo o promotor de Justiça Luiz Eduardo, responsável pela acusação, o crime foi considerado “gravíssimo”. Ele afirmou que houve vários disparos que mataram três pessoas e deixaram mais três feridas, e que o conselho de sentença reconheceu a autoria e a materialidade do caso. Um adolescente também confessou participação no crime e apontou Propício como o autor dos disparos.
“Esse crime foi gravíssimo ocorreu num bar lotado de pessoas onde eles chegaram deflagrando vários disparos onde executaram três pessoas e ainda atingiram mais três pessoas. O conselho de sentença reconheceu a autoria de materialidade delitiva, reconheceu as qualificadoras, ele foi condenado então pelos três homicídios, pelas três tentativas e organização criminosa. Só caiu a corrupção de menores”, disse o promotor em entrevista à Clube FM.
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Luiz Eduardo destacou ainda que diversos crimes ocorridos entre 2019 e 2022 estão sendo julgados agora, devido ao grande volume de casos registrados no período. Segundo ele, só em 2022 foram contabilizados 78 homicídios. Para o promotor, a pena aplicada é considerada alta para os padrões brasileiros, mas seria ainda mais severa em outros países.
“É uma pena relativamente alta, não é? Porque para um crime dessa gravidade, dessa magnitude, em países desenvolvidos, por muito menos pegaria até uma pena de plano perpétuo. Aqui no Brasil não existe, né? Então, mas se você perceber, para três homicídios consumados, mais três tentados de órgãos criminosos, é uma pena ainda baixa”, afirmou.
De acordo com o Ministério Público, o réu responde por sete crimes: três homicídios consumados, três tentativas de homicídio, além de corrupção de menores e organização criminosa. Segundo o promotor, são crimes praticados pelo narcotráfico e marcados pela “lei do silêncio”.
“São crimes que imperam a lei do silêncio, porque são crimes praticados pelo narcotráfico, mas o que eu entendo que contribuiu foi a confissão do adolescente que participou, o Ruan. Ele confessou a prática do delito junto com o acusado que foi julgado hoje e ele já havia sido condenado interna por três anos por causa desse triplo homicídio de mais três tentativas de homicídios”, relatou o promotor.



