Perto do fim do prazo para apresentar os Orçamentos de 2016 às assembleias legislativas, os governos estaduais fazem um último esforço de corte de despesas para evitar repetir o governo federal e serem obrigados a enviar uma proposta com déficit.
Diante da reação negativa que o governo federal teve com o orçamento deficitário, incluindo a perda do grau de investimento atribuído pela agência Standard and Poor's, os governos estaduais buscam maneiras de rever as contas e equilibrar o orçamento.
Alegando problemas financeiros e endividamento, governadores de oito estados estiveram na Câmara na semana passada para defender a proposta do governo de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Eles querem aumentar a alíquota de 0,2% sugerida pelo Palácio do Planalto ? um dos pontos do pacote de medidas do governo federal ? para 0,38%, a fim de que as receitas do tributo sejam compartilhadas com estados e municípios.
Os governos de Pernambuco e Goiás disseram que ainda trabalham para elaborar um projeto com mais receitas que despesas. Roraima prevê um pequeno superávit ? de 1% em relação às despesas. Já Alagoas enviou o Orçamento à Assembleia Legislativa com déficit zero e superávit zero. Na mesma situação, está o Mato Grosso, com equilíbrio das contas no valor de R$ 16,035 bilhões para 2016. Segundo informações do G1, o DF também faz um esforço para enviar à Câmara Legislativa uma proposta orçamentária para 2016 equilibrada, no valor de R$ 32,6 bilhões.
No sudeste, o Rio Grande do Sul enfrenta uma forte crise econômica e chegou a ter as contas bloqueadas por decisão da Justiça, para pagar dívidas com a União, com déficit de 6,2 bilhões no ano que vem. São Paulo e Rio de Janeiro ainda não definiram os orçamentos do ano que vem, mas a previsão é de que o Rio tenha déficit.
“Acho que dificilmente algum governador não precise desses recursos, tanto para a Previdência quanto para a saúde. E os municípios também precisam muito. Temos prefeituras fechadas. A gente quer ter essa chance. A Previdência é um gargalo de todos os governos estaduais”, disse Pezão, um dos articuladores da volta da CPMF.
Fonte:Notícias ao minuto


