Acusados da morte de Sara chegam ao júri popular sob gritos de “assassinos”

Ederlan, Weslen e Victor chegaram ao Fórum sob protestos da comunidade; crime teve motivação financeira e o corpo da cantora gospel foi ocultado e queimado.

Foto: Reprodução / Victoria Isabel do A TARDE

O júri popular do caso da cantora gospel Sara Mariano tem início nesta terça-feira (25) no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Bahia. Ao chegarem para o julgamento, os três acusados pelo feminicídio da vítima – Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves – foram vaiados e chamados de “assassinos” por pessoas que acompanhavam o caso.

De acordo com o jurista, o julgamento deve ocorrer em dois dias e, além do interrogatório dos três réus, serão ouvidas quinze testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Sara Freitas foi vítima de extrema violência. Ela foi atraída para um local ermo sob um falso convite para um evento religioso e foi executada com vinte e dois golpes de faca. Posteriormente, seu corpo foi ocultado e queimado.

As investigações indicaram que os acusados agiram de forma organizada, com divisão de tarefas, motivados por promessa de recompensa financeira e interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos.

Um quarto indivíduo envolvido no caso, Gideão Duarte de Lima, já foi condenado. Em 16 de abril deste ano, o Tribunal do Júri acatou a acusação do MP-BA e o sentenciou a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Conforme o MP-BA, Gideão foi o responsável por atrair a cantora para a emboscada.