
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele tenha acesso a um “aparelho de televisão do tipo Smart TV” na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso por tentativa de golpe.
Os advogados também pediram ao ministro autorização para a prestação de assistência religiosa a Bolsonaro, a ser realizada por um bispo e um pastor evangélicos.
Alexandre de Moraes encaminhou as solicitações à Procuradoria-Geral da República (PGR) na última sexta-feira (9), para que o órgão se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre a possibilidade de atendimento dos pedidos.
Familiares que visitaram o ex-presidente na PF relataram que, atualmente, Bolsonaro tem acesso apenas à TV aberta no local onde está custodiado.
Ao justificar o pedido de uma Smart TV, a defesa afirmou que “direito à informação constitui expressão direta da dignidade da pessoa humana e integra o conjunto mínimo de garantias asseguradas àquele que se encontra sob custódia estatal”.
O ministro Alexandre de Moraes também encaminhou à PGR um pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado, solicitou autorização para realizar uma vistoria nas instalações da Superintendência da PF, em Brasília, onde Bolsonaro está preso.
Além disso, Bolsonaro tem relatado incômodo com o barulho do sistema de ar-condicionado instalado ao lado da sala em que cumpre pena. Os advogados do ex-presidente já solicitaram providências sobre a situação.




