A Bahia tem hoje um pouco mais de 7 milhões de mulheres. E, somente de janeiro a agosto deste ano, cerca de 35 mil baianas, maiores de 18 anos, sofreram algum tipo de agressão no Estado, segundo os registros de ocorrências policiais da Polícia Civil. Se você ainda não consegue perceber a dimensão do problema, explicamos: 1 em cada 200 mulheres do estado foram agredidas só em oito meses de 2015. Para piorar essa situação, algumas dessas vítimas reclamam do despreparo e demora no atendimento de delegacias especializadas. Só na capital, foram registrados 37 homicídios dolosos e 49 tentativas; em lesão corporal dolosa, o número ficou em 2.783. Pelo menos 95 mulheres foram estupradas e 4.688 ameaçadas até agosto. As outras ocorrências estão distribuídas nas Regiões Metropolitanas e no interior do Estado. Há uma semana, uma ouvinte da Metrópole fez uma denúncia sobre as dificuldades encontradas por ela ao tentar realizar uma queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, a Deam, após sofrer violência doméstica. Durante o desabafo, ela declarou que as orientações que lhe foram dadas a desencorajaram a denunciar. “Chamei uma viatura na minha casa, fui na Deam com o pouco de coragem que tenho e não consegui registrar a queixa, porque esbarrei com a exigência de ter de apresentar três testemunhas. Qual o vizinho ou colega que vai querer se meter em briga de casal? Como alguém pode saber o que se passa na minha casa?”, questionou, indignada. Em resposta, a delegada Eleneci Nascimento, da Deam localizada no Engenho Velho de Brotas, afirmou que burocracia não é a proposta da unidade. “Ela pode me procurar que estou disponível para corrigir esse engano e otimizar o trabalho da delegacia”, falou, também à Metrópole. *Forte na notícia


