Bancos e funcionários em greve se reuniram neste sábado para tentar um acordo para acabar com a greve, que entrou em seu 11º dia hoje. Os grevistas consideraram as propostas insuficientes e transferiram para a próxima segunda-feira uma nova rodada de negociações.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) informou que “foram discutidos vários itens da convenção coletiva nacional de trabalho dos bancários e, após varias horas, decidiu-se prosseguir as negociações na segunda-feira, 11”.
Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a proposta feita pelos bancos inclui reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Inclui ainda 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios.
‘A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente’, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e coordenador do Comando Nacional.
‘Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período’, reclamou.
Em relação ao piso da categoria, Cordeiro afirmou que considera importante a sinalização por parte dos bancos de valorização, conforme reivindicação da categoria. ‘Mas esse índice de reajuste de 9,82% é também insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos.
Os bancários querem aumento de 11%, valorização dos pisos salariais e maior participação nos lucros, entre outras reivindicações.
Os sindicatos informaram que ontem 8.278 agências não funcionaram –42% das 19,8 mil que existem no país.



