
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta sexta-feira (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado do Senado na última quarta-feira (25).
A decisão atendeu a um pedido apresentado pela própria empresa ao Supremo. Para Gilmar Mendes, a determinação da CPI extrapolou o fato determinado que fundamenta a investigação. Segundo o ministro, ao ampliar o foco para circunstâncias desconexas, a comissão acabou desviando de sua função constitucional.
A Maridt é citada como possível elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado por suspeitas de fraude financeira. A empresa vendeu participações no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), para fundos ligados ao banco.
- Pré-candidato Ditinho da AviVip acompanha preparativos da Bahia Farm Show em Luís Eduardo Magalhães
- PDT articula candidatura de Conceição Gonzalez e André de Zé de Noé pode deixar secretária em SAJ para assumir cargo no governo
- Vox Brasil aponta Lula com 42,1% e Flávio Bolsonaro com 33,6% na disputa presidencial
Após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal mencionavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro, Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF. O ministro classificou as informações como “ilações” e negou qualquer vínculo com o empresário ou com seu cunhado, Fabiano Zettel.
De acordo com Toffoli, a Maridt se retirou do negócio em fevereiro de 2025. Ele afirma ainda que não recebeu valores de Vorcaro ou Zettel e que nunca exerceu cargo de comando na empresa.
Ao justificar a decisão, Gilmar Mendes argumentou que a suspensão das quebras de sigilo é necessária para resguardar direitos e garantias fundamentais.




