
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que não há provas que indiquem envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), no esquema de fraudes investigado no INSS após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo do investigado. Segundo o senador, a decisão de Dino impediu que os dados fossem analisados a tempo pela comissão.
“Não foi possível porque imediatamente, quando chegou a decisão do ministro Flávio Dino, nos tirou essa possibilidade. Nos parece que foi uma decisão exatamente para isso. Para não deixar a CPI avançar nesse sentido e desgastar ainda mais essa história”, declarou o senador.
A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Viana disse, no entanto, que uma testemunha relatou que Lulinha teria recebido uma “mesada” de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o senador, a acusação não foi comprovada.
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“Eu não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, tenha culpa. Por quê? Porque nós não temos a prova”
“O que nós temos de evidência é uma testemunha, que foi clara em dizer que o filho do presidente recebia mesadas do ‘Careca do INSS'”, afirmou o Senador Carlos Viana em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
De acordo com o parlamentar, a apuração não avançou em razão de decisões relacionadas à quebra de sigilo fiscal e bancário. Ele afirmou que houve impedimentos para aprofundar a investigação no âmbito da comissão. A defesa de Lulinha nega que ele tenha recebido qualquer pagamento.
CPMI aprovou quebra de sigilo, mas STF suspendeu
Em 26 de fevereiro, a CPMI aprovou a quebra de sigilo de Lulinha em bloco, junto com outros requerimentos. A sessão foi marcada por discussões e agressões físicas entre deputados. Antes disso, o sigilo de suspeitos de envolvimento no esquema já havia sido quebrado em investigação da Polícia Federal.
A decisão da comissão foi suspensa pelo ministro do STF Flávio Dino em 5 de março. O magistrado considerou necessária a análise e votação individualizada do requerimento para a adoção da medida.
Viana afirmou que a decisão impediu o avanço das apurações sobre o caso.
“Nos parece que foi uma decisão exatamente para isso. Para não deixar a CPMI avançar nesse sentido e desgastar ainda mais essa história”, disse no Roda Viva.
Viagem com lobista é confirmada pela defesa
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva confirmou que ele viajou com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes. A informação foi dada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho em entrevista à GloboNews.
Segundo o advogado, Lulinha esteve em Portugal, em novembro de 2024, para conhecer uma fazenda de canabidiol. As despesas da viagem foram pagas pelo lobista, que seria proprietário do local. À época, de acordo com a defesa, não havia conhecimento de envolvimento dele em fraudes.
O advogado afirmou que Lulinha “não tem nenhuma ligação, direta ou indireta, com qualquer assunto que tenha a ver com INSS”. De acordo com ele, a quebra de sigilo determinada anteriormente não apontou irregularidades.
“Não acharam nada e não vão achar, porque simplesmente não tem”, afirmou.
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