Médica citou “risco de morte” ao transferir Bolsonaro para hospital

Ex-presidente segue internado com broncopneumonia bacteriana e não tem previsão de alta, segundo boletim médico

Imagem: reprodução/ Tom Molina/STF

A médica plantonista responsável pelo atendimento de Jair Bolsonaro na prisão afirmou que a transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, em Brasília, ocorreu devido ao “risco de morte”, após ele apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana.

Bolsonaro passou mal na sexta-feira (13) enquanto estava custodiado e foi levado às pressas para a unidade hospitalar, onde permanece internado. De acordo com boletim médico divulgado nesta quinta-feira (20), não há previsão de alta.

A transferência foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela direção da unidade conhecida como Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. No documento, a administração do presídio informou que a escolta foi realizada após avaliação médica.

“A escolta teve início às 6h52, após avaliação e determinação da médica de plantão, Dra Ana Cristina, em razão do risco de morte do custodiado. O trajeto foi concluído por volta das 8h55, com chegada no Hospital DF Star”, diz o relatório.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação no processo relacionado à trama golpista.

Após o episódio, a defesa apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal. Até o momento, não há prazo para decisão.