
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente detido no Complexo da Papudinha, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi feito após a defesa apresentar novos laudos médicos, encaminhados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), à PGR, que solicitou manifestação sobre a situação de saúde do ex-presidente. A decisão final sobre o benefício cabe a Moraes.
Em sua manifestação, Gonet ressaltou que “a evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”. Segundo o procurador, a prisão domiciliar é necessária para assegurar cuidados e monitoramento integral, considerando que Bolsonaro está “comprovadamente sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.
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Bolsonaro está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia. Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa, e Moraes havia rejeitado quatro recursos desde novembro de 2025.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, se reuniu na semana passada com Moraes para reforçar o pedido, que também recebeu apoio de figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).




