Relator da CPMI do INSS pede prisão e indiciamento de Lulinha

Documento aponta suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência; votação do relatório ocorre nesta tarde.

Lulinha
Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha — Foto: Reprodução

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, solicitou a prisão preventiva e o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido consta no relatório final da comissão, que será analisado ainda nesta tarde.

De acordo com o documento, Lulinha é apontado por supostos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva. No entanto, ele não é formalmente investigado pela Polícia Federal.

O nome do empresário apareceu nas apurações devido à sua relação com a empresária Roberta Luchsinger e com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está preso desde setembro de 2025. Segundo depoimento de um ex-funcionário, ele teria repassado uma quantia mensal de R$ 300 mil ao filho do presidente.

O relatório final possui mais de 4 mil páginas e também solicita o indiciamento de outras 218 pessoas, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Apesar disso, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito não possui poder para determinar prisões ou indiciamentos diretamente, podendo apenas encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República, responsável por avaliar eventuais medidas judiciais.

Paralelamente, a base governista articulou a apresentação de um relatório alternativo, que também deverá ser votado na mesma sessão.